O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou a expulsão de Julio Casares do quadro associativo do clube. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (10), após uma votação que terminou com 224 votos favoráveis, dois contrários e cinco abstenções.
O processo começou na quarta-feira (9) e contou com participação presencial e online, em votação secreta. Antes da análise pelo Conselho, a Comissão de Ética do clube havia recomendado por unanimidade a exclusão do ex-dirigente.
Além da expulsão, os conselheiros aprovaram que Casares faça o ressarcimento integral aos cofres do São Paulo de eventuais valores que forem apurados. O montante deverá ser calculado pelo Departamento Financeiro e posteriormente analisado e validado pelo Conselho Fiscal.
A medida está relacionada a acusações de gestão temerária durante o período em que Casares comandou o clube, entre 2021 e 2026. Ele deixou a presidência em janeiro, depois que seu impeachment foi aprovado pelo Conselho Deliberativo.
O ex-presidente também é alvo de investigação do Ministério Público. O procedimento apura suspeitas envolvendo cerca de R$ 7 milhões em saques dos cofres do clube atribuídos ao dirigente e aproximadamente R$ 1 milhão em despesas realizadas com cartão corporativo.
Casares nega as acusações. Em manifestação divulgada após a decisão, seus advogados afirmaram que receberam a expulsão com “perplexidade e espanto” e classificaram o procedimento como político e marcado por perseguição.
A defesa também sustentou que a atuação de Casares à frente do São Paulo foi regular e afirmou confiar que os questionamentos serão esclarecidos pelas autoridades judiciais.