O Estado de São Paulo confirmou a sexta morte por febre amarela em 2026. A vítima mais recente é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, na região de Bauru, que não possuía histórico de vacinação.
Neste ano, já foram registrados 10 casos da doença em humanos no estado, e nenhum dos pacientes havia sido imunizado. Das ocorrências confirmadas, seis evoluíram para óbito, resultando em uma taxa de letalidade de 60%.
A região do Vale do Paraíba concentra oito dos dez casos registrados e cinco das seis mortes. Em Sorocaba, houve um caso confirmado sem registro de óbito.
A Secretaria Estadual da Saúde reforça a importância da vacinação, especialmente para quem pretende viajar para áreas rurais, regiões de mata ou locais com circulação do vírus. A recomendação é tomar a vacina pelo menos dez dias antes da viagem.
No fim de maio, também foi confirmado o primeiro caso de febre amarela em um primata não humano em 2026, em Santo André, no ABC Paulista. A detecção levou à intensificação da vacinação na região.
A febre amarela não é transmitida entre pessoas nem de macacos para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos contaminados. Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos e cansaço. Casos graves podem provocar hemorragias, insuficiência de órgãos e levar à morte.
A vacina continua sendo a principal forma de prevenção. Crianças recebem duas doses, aos 9 meses e aos 4 anos. Para pessoas de até 59 anos, o esquema prevê dose única com proteção para toda a vida. Quem recebeu a dose fracionada aplicada em 2018 deve procurar uma unidade de saúde para revacinação.