O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou nesta segunda-feira (19) o pagamento das garantias a cerca de 377 mil credores que investiram em CDBs do banco Master, liquidado pelo Banco Central em dezembro de 2025. Os valores serão pagos à vista, em parcela única, respeitando o limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, já incluindo os rendimentos acumulados até a data da liquidação.
Segundo o FGC, aproximadamente 569 mil pedidos de ressarcimento foram registrados até esta segunda, sendo que parte deles ainda está em fase de validação. O prazo para solicitação começou no sábado (17): pessoas físicas devem usar o aplicativo do FGC, enquanto empresas precisam fazer o pedido pelo site oficial. O fundo alerta que erros na validação de biometria, como o uso de documentos sem CPF, têm gerado recusas.
O número total de credores com direito à garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, foi revisado para cerca de 800 mil. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões, abaixo da projeção inicial de R$ 41,3 bilhões. O FGC informou ter liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025.
Após instabilidade no sábado, o aplicativo do FGC voltou a operar normalmente, processando cerca de 9 mil pedidos por hora. O fundo também emitiu alerta sobre tentativas de golpe, reforçando que não cobra taxas, não usa intermediários e não faz contatos por WhatsApp ou SMS.
O FGC cobre aplicações como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. Produtos como debêntures, CRIs, CRAs e fundos de investimento não têm garantia. O banco Master foi liquidado após enfrentar dificuldades financeiras, agravadas pela oferta de CDBs com juros muito acima do padrão de mercado.