Flávio Bolsonaro nega ajuda dos EUA após documento de Trump citar eleições brasileiras

Alimentos não perecíveis serão o bilhete de entrada da Festa da Uva
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta quinta-feira (17) ter recebido qualquer tipo de ajuda do governo dos Estados Unidos para a disputa eleitoral de 2026. A declaração ocorreu após a divulgação de um documento enviado pelo governo de Donald Trump ao Brasil durante as negociações relacionadas ao primeiro tarifaço contra produtos brasileiros.

Segundo documentos revelados pelo Estadão e confirmados pela Folha de S.Paulo, em outubro de 2025 os Estados Unidos apresentaram uma proposta com 21 pontos ao governo brasileiro. Entre as exigências estava o compromisso de realizar eleições “livres e justas” em 2026 e não impedir arbitrariamente a participação de “dissidentes políticos” no processo eleitoral.

A proposta foi apresentada durante as tratativas após a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A maior parte dos pontos tratava de questões comerciais, mas alguns envolviam temas políticos e institucionais do Brasil. Integrantes do governo brasileiro consideraram a exigência relacionada às eleições inaceitável e não aceitaram negociar nesses termos.

Em Vitória da Conquista (BA), Flávio afirmou que não há apoio do governo norte-americano à sua candidatura. “Não existe ajuda do governo americano. Quem resolve a eleição é a gente aqui”, declarou.

O senador também criticou a política externa do governo Lula e defendeu uma aproximação maior do Brasil com os Estados Unidos e outras democracias.

O episódio voltou ao centro do debate eleitoral após a divulgação do documento, que não identifica nominalmente quais seriam os chamados “dissidentes políticos”. Segundo integrantes do governo brasileiro ouvidos pela imprensa, a referência estaria relacionada à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A discussão ocorre em meio à continuidade das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e às novas tarifas aplicadas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros.

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