O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, negocia uma aliança com o Republicanos para aumentar o tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio nas eleições de 2026. Caso dispute apenas com o apoio do PL, ele terá cerca de 20% menos tempo de exposição que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
Pelas regras da eleição, apenas candidatos apoiados por partidos que atingiram a cláusula de desempenho terão acesso ao horário eleitoral gratuito. Nesse cenário, apenas Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) terão espaço na propaganda em TV e rádio.
Sem novos aliados, a coligFlávio Bolsonaro tenta ampliar tempo de propaganda eleitoral com apoio do Republicanos
ação de Lula deve garantir ao petista aproximadamente 5 minutos e 32 segundos por bloco de propaganda, enquanto Flávio Bolsonaro teria cerca de 4 minutos e 20 segundos. Se o Republicanos aderir à chapa do PL, a situação muda: o senador passaria a contar com cerca de 5 minutos e 16 segundos, superando os 4 minutos e 51 segundos destinados ao presidente.
As negociações entre PL e Republicanos envolvem acordos políticos em estados como Espírito Santo, Minas Gerais e Acre, além da possibilidade de o partido indicar o candidato a vice-presidente. Apesar disso, a direção nacional do Republicanos afirma que ainda avalia permanecer neutra na disputa presidencial.
Segundo dirigentes da legenda, a disposição para apoiar Flávio diminuiu após a repercussão do caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio também contribuiu para afastar o apoio de partidos como União Brasil e PP.
O tempo de propaganda eleitoral é calculado com base no tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados eleitas em 2022. Além dos programas em bloco, a mesma proporção é utilizada para definir a quantidade de inserções de 30 e 60 segundos exibidas ao longo da programação das emissoras.