O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou em entrevista ao SBT News que, se eleito, não pretende alterar a reforma da Previdência de 2019, contrariando uma possibilidade anteriormente mencionada pelo coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN).
Flávio também declarou que manterá a política de valorização do salário mínimo acima da inflação. Atualmente, o piso nacional é de R$ 1.621. Segundo ele, pessoas em situação de vulnerabilidade continuarão recebendo proteção do Estado, enquanto o governo buscará economizar combatendo desperdícios e irregularidades nos gastos públicos.
O senador atribuiu a falta de aumentos reais mais frequentes do salário mínimo durante o governo de Jair Bolsonaro aos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19. A política atual de valorização do mínimo foi proposta pelo governo Lula em 2023.
Na área econômica, Flávio defendeu um ajuste fiscal rigoroso, com redução de despesas, corte de impostos, diminuição do número de ministérios, desburocratização e privatizações. Segundo ele, é necessário equilibrar receitas e despesas para permitir a queda dos juros e estimular a geração de empregos.
Entre as medidas citadas estão a privatização de empresas estatais, a melhor gestão dos imóveis da União — avaliados em cerca de R$ 1 trilhão — e a retomada do modelo de concessão para a exploração do pré-sal na Margem Equatorial.
Questionado sobre um possível ministro da Economia, Flávio afirmou que ainda não há definição, mas revelou que sua equipe avalia nomes ligados à iniciativa privada. Entre os cotados estão o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques.
Apesar das especulações, Roberto Campos Neto teria informado a interlocutores que não pretende retornar a cargos públicos.