O senador Flávio Bolsonaro tem usado dança e um jingle (“Funk do 01”) em sua pré-campanha presidencial para transmitir imagem de jovialidade e energia, contrastando com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inspirado por tendências do TikTok, ele busca atrair o público jovem, especialmente das periferias, utilizando elementos do funk e da cultura popular.
Especialistas apontam que a estratégia tenta gerar identificação e criar um “efeito de tribo”, incentivando apoiadores a reproduzirem o jingle e a dança. Também visa evitar a rejeição entre jovens, que foi alta para Jair Bolsonaro em 2022. Pesquisas indicam que Flávio tem rejeição menor nesse grupo do que seu pai.
Por outro lado, a iniciativa enfrenta críticas. Aliados e consultores consideram que as dancinhas podem ter causado efeito negativo, gerando percepção de ridículo e prejudicando sua imagem. Há ceticismo sobre a eficácia de políticos mais velhos transmitirem jovialidade dessa forma.
A estratégia segue uma tendência internacional, já vista em figuras como Donald Trump e Nicolás Maduro, que também usaram música e dança para mobilizar apoiadores. No Brasil, políticos como Davi Alcolumbre também viralizaram dançando.
No geral, a tática busca “despolitizar” a imagem de Flávio inicialmente, aproximando-o do eleitor como alguém comum e acessível, para depois reforçar sua viabilidade política.