O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6), em Goiânia, que pretende aproveitar a maioria de direita eleita para o Congresso Nacional para promover mudanças na Constituição e, segundo ele, “redemocratizar” o país.
A declaração ocorreu durante o anúncio oficial do apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à candidatura de Flávio no segundo turno.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje”, afirmou o candidato. Ele destacou a possibilidade de contar com maioria na Câmara e no Senado para eleger os presidentes das duas Casas e aprovar mudanças constitucionais.
PECs precisam ser aprovadas em dois turnos na Câmara e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos: 308 deputados e 49 senadores.
Flávio também voltou a defender a castração química para pedófilos e estupradores, a redução da maioridade penal e o endurecimento das penas para criminosos. Ele afirmou ainda que pretende criar 500 mil vagas no sistema prisional.
“Vamos arregaçar com vagabundo”, declarou durante o evento.
Caiado, que terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos, afirmou que fará uma campanha “em tempo integral” para Flávio. O governador também declarou que apoiaria uma eventual anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O evento contou ainda com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que classificou Jair Bolsonaro como “injustiçado” e declarou que a direita aprendeu, durante seu governo, a defender pautas como família, fé, liberdade e propriedade privada.
O apoio de Caiado ocorre após uma campanha de primeiro turno marcada por fortes críticas a Flávio, inclusive sobre suas relações com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na ocasião, Caiado chegou a acusá-lo de mentir e questionou seu compromisso com a verdade.
Também nesta semana, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) anunciou apoio à candidatura de Flávio no segundo turno.