A velha história de marcar exame e não aparecer — um drama que atrapalha pacientes, sobrecarrega serviços e empurra diagnósticos para mais longe — ganhou um contraponto promissor em Jundiaí. A Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e a FATEC Jundiaí desenvolveram e testaram um aplicativo capaz de diminuir significativamente o não comparecimento aos exames de colonoscopia em uma clínica da cidade.
O projeto, conduzido no âmbito do PIBITI-FMJ e reunindo professores e alunos das duas instituições, mostrou resultados animadores: a taxa de ausência caiu cerca de 14%. Entre os usuários que responderam à pesquisa de satisfação, sete em cada dez aprovaram a experiência com o app.
A iniciativa mira um problema mundial e bem conhecido: cada falta atrasa o diagnóstico, aumenta filas, desperdiça recursos e compromete a prevenção. E quando se fala em câncer colorretal — o segundo mais comum no Brasil, com projeção de 45,6 mil novos casos em 2025 (INCA) — perder tempo não é opção.
“Cada falta evitada é uma chance a mais de diagnóstico precoce. É por isso que fazemos pesquisa”, afirma a professora Tânia R. G. B. Pupo, da FMJ. A ferramenta, registrada no INPI em outubro de 2025, é o primeiro aplicativo da FMJ criado em parceria com a FATEC.
Para o professor Humberto A. P. Zanetti, da FATEC, a essência do projeto é simples: “Tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. Este app nasce exatamente com esse propósito.”
Equipe responsável pelo desenvolvimento:
· Dra. Tânia R. G. B. Pupo (FMJ) – Professora
· Ana Luísa Rohwedder (FMJ) – Aluna
· Vinícius Querencia (FMJ) – Apoio técnico do NIT
· Dr. Humberto A. P. Zanetti (FATEC) – Professor
· Ariel Ladislau Reises (FATEC) – Aluno
O app agora segue como um exemplo de inovação aplicada, daquelas que unem academia, tecnologia e serviço de saúde para entregar valor real — no bom e velho espírito de resolver problemas que afetam a vida das pessoas.