Uma ex-chefe da Seção de Tesouraria da Prefeitura de Jundiaí, identificada como Patrícia Chiaramonte Torezin Pessoto, foi sentenciada pela Justiça por improbidade administrativa devido a um esquema que subtraiu quase R$ 1 milhão dos cofres públicos entre 2020 e 2023. A decisão, proferida na última segunda-feira (13), impõe severas sanções financeiras e a perda definitiva de seu vínculo com a administração pública, embora ainda seja passível de recurso.
A investigação revelou que a ex-servidora se valeu de sua posição e de senhas internas do sistema financeiro para executar 28 pagamentos fraudulentos. O método consistia na emissão de boletos falsificados, cujo valor era direcionado para quitar faturas de seu próprio cartão de crédito. O montante total do desvio apurado foi de R$ 955.693,78.
Como resultado da condenação, baseada na Lei de Improbidade Administrativa por enriquecimento ilícito e dano ao erário, a Justiça determinou o ressarcimento integral aos cofres públicos no valor corrigido de R$ 1.876.089,94. Adicionalmente, foi aplicada uma multa civil correspondente ao total desviado (R$ 955.693,78) e decretada a perda de bens para cobrir este mesmo valor.
Além das penalidades financeiras, Patrícia foi permanentemente desligada do serviço público e está proibida de firmar contratos com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo prazo de 10 anos, sanção que se tornará definitiva após o trânsito em julgado do processo. A ex-servidora, demitida em março de 2024 após a instauração de um processo administrativo, também é ré em uma ação criminal sobre o mesmo caso.
A administração municipal da época, sob a gestão do ex-prefeito Luiz Fernando Machado, informou em nota que a própria prefeitura identificou a fraude, deu início a uma investigação interna e acionou a Polícia Civil e o Ministério Público para apurar as irregularidades.