Atendimento aproxima o cuidado das futuras mamães; três gestantes contam a emoção de acompanhar o desenvolvimento dos bebês no novo hospital
Acompanhar o desenvolvimento do bebê pelo ultrassom é um dos momentos mais esperados durante a gestação. No Hospital e Maternidade de Várzea Paulista, o exame faz parte dos atendimentos realizados na unidade e permite que gestantes acompanhadas pela rede municipal tenham acesso ao serviço na própria cidade.
Em diferentes fases da gravidez, Daiane, Geny e Valzira estiveram no hospital para realizar o ultrassom. Além de acompanhar o desenvolvimento dos bebês, as três conheceram de perto a estrutura da nova unidade e falaram sobre a expectativa para a chegada dos filhos.
Histórias nos corredores do novo Hospital
Entre elas estava Daiane Maria Alves, de 36 anos, moradora do Jardim Bahia. Com nove meses completos de gestação, ela já vive a reta final da espera pelo segundo filho. Ao lado do marido, Carlos Alberto Diniz, de 38 anos, Daiane conta que a chegada do bebê foi uma grande surpresa para toda a família — especialmente porque Carlos já havia realizado vasectomia.
Dezoito anos depois do nascimento do primeiro filho, o casal se prepara para viver novamente a experiência de ter um bebê em casa. E, justamente na reta final da gestação, Daiane teve a oportunidade de conhecer o novo hospital e realizar o exame que permite acompanhar de perto os últimos momentos antes do nascimento.
“É uma emoção muito grande poder ver meu filho assim, tão pertinho de chegar. E conhecer o hospital justamente nesse momento torna tudo ainda mais especial”, contou, emocionada.
Para Daiane, a proximidade é um dos grandes diferenciais. Moradora do Jardim Bahia, ela terá o novo equipamento de saúde a poucos minutos de casa, trazendo mais comodidade para a família.
Uma nova história, 14 anos depois
A emoção também tomou conta de Geny Moreira dos Santos, de 33 anos, moradora do Jardim Bahia II. Grávida de 12 semanas, ela está esperando a segunda filha, que tem previsão de nascer em fevereiro de 2027. Entre o primeiro filho e a nova gestação, passaram-se 14 anos. Agora, Geny começa novamente a acompanhar cada etapa da gravidez e celebra a possibilidade de viver essa história em um hospital da própria cidade.
“É emocionante saber que agora temos um hospital como esse em Várzea Paulista. Meu primeiro filho nasceu no HU e, depois de 14 anos, poder viver novamente essa experiência, agora com a minha filha, em um hospital tão bonito e perto de casa, é motivo de muito orgulho. É uma alegria saber que ela vai nascer aqui, na nossa cidade”, afirmou.
Para muitas famílias varzinas, poder contar com uma estrutura hospitalar no próprio município também significa reduzir deslocamentos e ter o atendimento de saúde mais próximo de casa.
Um momento compartilhado entre pai e mãe
A emoção também foi compartilhada entre Valzira Nogueira, de 32 anos, moradora do Jardim Bertioga, e seu esposo, Luiz Luano, de 30 anos. Grávida de três meses, Valzira levou o marido para acompanhar o exame — e a experiência foi especialmente marcante para ele.
Ao ver as primeiras imagens do bebê, Luiz não escondeu a emoção. “É difícil explicar o que a gente sente nesse momento. Eu estou aqui ao lado da pessoa que amo e, de repente, consigo ver nosso filho, mesmo ainda estando dentro da barriga”, declarou.
Para Valzira, além da emoção de acompanhar o crescimento do bebê, ter o atendimento disponível no município traz mais segurança durante a gestação.
“Hoje eu vim fazer o ultrassom e saio daqui ainda mais feliz, não só por ver meu bebê, mas por saber que Várzea Paulista está ganhando um espaço que vai cuidar de tantas famílias”, destacou.
Estrutura do novo Hospital
O novo Hospital e Maternidade foi planejado para ampliar e qualificar a assistência em saúde oferecida à população de Várzea Paulista. O equipamento público é dividido em quatro pavimentos — Térreo, Primeiro Andar, Segundo Andar e Pavimento Inferior — e reúne serviços de diferentes áreas da assistência hospitalar.
Na estrutura de internação, conta com 56 leitos voltados à atenção cirúrgica, sendo 33 de internação cirúrgica adulta, seis de internação cirúrgica pediátrica, oito leitos de internação clínica de retaguarda — dois deles destinados ao isolamento — e nove leitos obstétricos para internação pós-parto.
O Centro de Especialidades conta com sete consultórios e duas salas destinadas à realização de ultrassonografias. É nesse espaço que as gestantes atendidas pela rede municipal realizam os exames que permitem acompanhar o desenvolvimento dos bebês durante a gravidez.
O hospital também terá um Centro de Diagnóstico por Imagem, criado para oferecer suporte às especialidades médicas e às demandas externas reguladas pela rede municipal de saúde. O espaço contará com serviços de tomografia computadorizada, endoscopia digestiva, colonoscopia e raio-X.
A Unidade Cirúrgica será destinada à realização de procedimentos de média complexidade, organizados de acordo com as especialidades. O setor conta com cinco salas cirúrgicas, infraestrutura adequada, equipes especializadas e retaguarda assistencial para os procedimentos.
Na área destinada à Maternidade, estão previstos uma sala obstétrica e um Centro de Parto Normal, com quatro leitos PPP — destinados ao pré-parto, parto e pós-parto — além de uma sala de analgesia.
A estrutura hospitalar também conta com dez leitos de UTI adulta e dez leitos de UTI neonatal, além de farmácia, lactário e laboratório, ampliando a capacidade de atendimento e suporte aos pacientes.
Atendimento organizado e integrado
O funcionamento do hospital será integrado à rede municipal de saúde. A unidade receberá exclusivamente pacientes referenciados por outros serviços, como a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que será totalmente reformada. Isso significa que o hospital não terá atendimento de demanda espontânea — ou seja, pacientes que chegam diretamente em busca de atendimento de urgência continuarão sendo atendidos inicialmente pela UPA.
O modelo permite organizar melhor o fluxo assistencial, uma vez que os pacientes chegam ao hospital previamente avaliados, classificados e com as informações clínicas registradas. Com isso, a expectativa é reduzir o tempo de atendimento e tornar mais ágil a tomada de decisões pelas equipes de saúde.
A entrada em funcionamento do Hospital e Maternidade ocorre de maneira gradual, permitindo a implantação dos serviços por etapas e a organização das equipes e dos fluxos de atendimento.
Em um segundo momento, serão implantados a maternidade de baixo risco e os procedimentos cirúrgicos. Posteriormente, estão previstos os atendimentos de urgência referenciada, leitos de saúde mental, UTI adulta, leitos clínicos de retaguarda e o ambulatório de gestação de alto risco.
Na etapa final de implantação, o Hospital e Maternidade passará a oferecer assistência aos partos de alto risco, além da Unidade de Cuidados Neonatais e do ambulatório pediátrico especializado.
Enquanto o hospital avança gradualmente na implantação dos serviços, histórias como as de Daiane, Geny e Valzira já fazem parte da rotina da nova unidade. Em diferentes momentos da gestação, as três puderam acompanhar o desenvolvimento de seus bebês perto de casa e compartilhar com suas famílias a expectativa pela chegada de um novo integrante.