O que deveria ser uma celebração do futebol de várzea em Campo Limpo Paulista terminou como um retrato da péssima gestão da Secretaria de Esportes e do prefeito Adeildo Nogueira (PL).
Nas semifinais do Campeonato Amador da 1ª Divisão, realizadas neste domingo (28) no Estádio Municipal, prevaleceram violência, falta de segurança e ausência total de estrutura básica, como ambulância para emergências.
Logo pela manhã, na partida entre Real Monte Alegre e Águia Negra, um jogador agrediu o árbitro ao final do jogo, gerando quase uma hora de paralisação. Tudo isso diante de famílias com crianças nas arquibancadas, sem qualquer proteção.
O cenário piorou no segundo jogo, entre Onze Garotos e CAP, marcado para as 10h30, mas que só começou por volta das 11h30 em meio a mais confusão. O motivo era evidente: não havia segurança, não havia planejamento, não havia comando.
A responsabilidade recai sobre a secretária de Esportes Kesley Foresto, indicada pelo prefeito Adeildo, ambos incapazes de garantir a mínima organização de um evento público. O resultado foi um espetáculo deprimente, que expôs atletas e torcedores a riscos desnecessários e transformou o esporte em motivo de vergonha para a cidade.
Enquanto a população enfrenta a insegurança, a Prefeitura segue preocupada apenas em inaugurações de fachada. Mas o domingo deixou claro: o esporte em Campo Limpo foi abandonado pela gestão municipal, entregue a um amadorismo institucionalizado que joga no lixo a história e a paixão da comunidade.
Campo Limpo Paulista merece mais que promessas: merece respeito, segurança e dignidade no esporte.