Golpe do pedágio 'free flow' usa sites falsos para roubar motoristas; veja como se proteger

Motoristas de todo o país têm sido alvo de um novo golpe que explora o sistema de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como free flow. Criminosos criaram dezenas de sites falsos que simulam a consulta e o pagamento de débitos de pedágio, desviando o dinheiro das vítimas por meio de transferências via Pix.

O esquema foi identificado pela empresa de segurança digital Kaspersky, que mapeou mais de 50 domínios fraudulentos registrados desde meados de dezembro de 2025. As páginas falsas imitam plataformas oficiais e utilizam dados reais dos veículos para dar aparência de legitimidade à fraude.

De acordo com a empresa, o golpe começa quando o motorista pesquisa na internet por serviços de consulta ou quitação de pedágios. Os criminosos investem em anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para posicionar os sites falsos entre os primeiros resultados, aumentando as chances de clique.

Ao acessar a página fraudulenta, o usuário informa a placa do veículo e visualiza um suposto débito em aberto. O valor costuma ser baixo, semelhante ao de um pedágio real, e o site exibe informações corretas do automóvel, como modelo e ano, o que reforça a confiança da vítima.

Convencido de que se trata de um serviço oficial, o motorista realiza o pagamento via Pix. No entanto, o dinheiro é direcionado a contas de “laranjas”, geralmente abertas em fintechs pouco conhecidas, com dados do recebedor alterados com frequência para dificultar o rastreamento.

Segundo Fabio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e Europa, o uso de anúncios pagos e dados reais indica um esquema organizado. Especialistas alertam que golpes desse tipo tendem a crescer com a popularização do free flow e recomendam atenção redobrada, acesso apenas a sites oficiais das concessionárias e desconfiança de pagamentos para pessoas físicas ou empresas desconhecidas.

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