Governo amplia Gás do Povo, com impacto de R$ 300 milhões, para mitigar efeitos da guerra do Irã

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ampliação do preço de referência do programa Gás do Povo, com impacto estimado de R$ 300 milhões, como medida para conter os efeitos da alta internacional do petróleo provocada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Também será aberto um novo prazo para adesão ao programa.

Além disso, o Executivo pretende regulamentar a subvenção ao diesel, exigindo transparência das distribuidoras sobre suas margens de lucro, para garantir que os descontos cheguem ao consumidor.

As ações fazem parte de um pacote mais amplo de medidas adotadas em 2026, cujo custo total pode ultrapassar R$ 30 bilhões. Entre elas estão a desoneração de tributos como PIS/Cofins sobre combustíveis, subsídios ao diesel — que chegaram a até R$ 1,52 por litro no produto importado — e apoio ao gás de cozinha, com cerca de R$ 11 por botijão de 13 kg.

O aumento dos preços está ligado à escalada do conflito no Oriente Médio. Após ataques a Teerã, o Irã fechou o estreito de Hormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial, elevando o preço do barril acima de US$ 100.

No Brasil, o impacto foi mais forte no diesel, já que a gasolina tem maior produção interna. Mesmo assim, o preço internacional da gasolina subiu 65%, refletindo em alta média de 8% nos postos, segundo a ANP. A Petrobras também reajustou combustíveis e querosene de aviação.

O governo aposta no aumento da arrecadação com exportações de petróleo para compensar os custos das medidas. Outra proposta em análise é elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, dependendo de aprovação do CNPE.

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