O governo de São Paulo adiou para 1º de janeiro de 2027 a cobrança do pedágio eletrônico “free flow” em oito rodovias, incluindo Castello Branco e Raposo Tavares. A implementação estava prevista para setembro de 2026, mas foi postergada após acordo com a concessionária Motiva Sorocabana, com pagamento de multa pelo estado (valor não divulgado).
A nova data coincide com o início do próximo mandato estadual. O governador Tarcísio de Freitas é pré-candidato à reeleição em 2026, e este era o único contrato com previsão de novas cobranças ainda neste ano.
O adiamento afeta importantes rodovias do interior e da Grande São Paulo, como Santos Dumont, Dr. Celso Charuri, Tenente Celestino Américo, João Leme dos Santos, Bunjiro Nakao e Prefeito Livio Tagliassachi, além da Castello e Raposo.
O sistema “free flow” elimina praças físicas de pedágio, cobrando automaticamente por meio da leitura de placas ou tags eletrônicas, com a promessa de reduzir filas, acidentes e tornar a cobrança mais proporcional ao uso. Apesar disso, desde sua introdução em 2024, a tecnologia enfrenta críticas, protestos e ações judiciais de prefeituras.
Atualmente, o modelo já funciona em 15 rodovias estaduais, e o governo planeja instalar 58 pórticos até 2030. A Motiva Sorocabana administra cerca de 460 km de vias e firmou contrato de 30 anos, com previsão de R$ 8,81 bilhões em investimentos, incluindo a substituição de pedágios tradicionais pelos novos sistemas.