O Brasil e os Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação para combater o tráfico internacional de drogas e armas, envolvendo a Receita Federal brasileira e a agência de fronteiras americana. A iniciativa, chamada MIT (“time de interdição mútua”), prevê a troca constante de informações entre os dois países.
Pelo acordo, os EUA compartilharão com o Brasil imagens de raio-x e relatórios de inteligência de contêineres enviados ao país. Em contrapartida, o Brasil fornecerá dados sobre apreensões de armas e drogas com origem americana. O objetivo é identificar rotas, padrões e conexões do crime organizado, permitindo ações conjuntas tanto na origem quanto no destino das cargas ilícitas.
A cooperação surgiu após conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump e inclui também o uso de tecnologias como escaneamento de contêineres e sistemas de rastreamento internacional de armas.
O acordo ocorre em meio a discussões nos EUA sobre classificar facções brasileiras como organizações terroristas, medida à qual o governo brasileiro se opõe. Também faz parte de um diálogo mais amplo entre os países, que envolve combate à lavagem de dinheiro, bloqueio de ativos, cooperação alfandegária e troca de informações financeiras, incluindo criptoativos.
Além disso, os EUA sugeriram que o Brasil receba estrangeiros detidos em território americano e apresente planos contra facções criminosas, pontos sensíveis nas negociações. O tema deve continuar sendo debatido em futuros encontros entre os governos.