Governo Lula libera recorde de R$ 1,5 bi em emendas no início do ano

O governo Lula (PT) pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2016. O montante mais que dobrou em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando foram liberados R$ 634,5 milhões (valores corrigidos pela inflação). Até então, o recorde era de 2021, com cerca de R$ 770 milhões.

Os dados, obtidos no painel Siga Brasil, do Senado, consideram pagamentos realizados entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro e referem-se exclusivamente a emendas de anos anteriores inscritas como restos a pagar. Segundo integrantes do governo, a liberação recorde é resultado de um esforço para melhorar a relação com o Congresso, após críticas da base aliada à baixa execução das emendas em 2025.

No ano passado, o Planalto prometeu executar as emendas de 2025 até dezembro, com cerca de 97% do valor empenhado, o que acelerou os pagamentos em 2026. O ritmo também depende do avanço das obras e de exigências de maior transparência impostas pelo STF.

Com eleições em outubro, a Lei de Diretrizes Orçamentárias determina que 65% das emendas individuais e de bancada sejam pagas até junho. O dispositivo foi mantido para evitar atritos com o Congresso. Até 6 de fevereiro, cerca de R$ 1 bilhão pago refere-se a emendas de 2025, além de valores de 2024 e 2023.

As emendas representaram cerca de 22% do orçamento discricionário de 2025 e seguem ampliando o controle do Congresso sobre os recursos federais, tendência intensificada desde 2020.

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