O governo de Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de um empréstimo de até R$ 7 bilhões para conter o aumento da conta de luz em 2026 e agora busca alternativas. A Agência Nacional de Energia Elétrica estima reajuste médio de 8%, acima da inflação, com variações regionais.
Um dos principais pontos é o sistema de bandeiras tarifárias: há risco de bandeira vermelha (mais cara) no meio do ano, o que elevaria ainda mais as contas e poderia impactar politicamente o governo. O custo da energia preocupa especialmente em regiões como Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O empréstimo foi abandonado por causa do custo para o Tesouro e falta de consenso sobre sua estrutura. Além disso, especialistas apontam que a maior parte do aumento vem de encargos e tributos, não das distribuidoras, o que reduziria a eficácia da medida.
Entre as alternativas discutidas estão:
Enquanto isso, algumas regiões do Norte e Nordeste podem ter reajustes próximos de zero devido a subsídios da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
O governo já tentou medidas semelhantes em anos eleitorais anteriores, mas elas apenas adiam os custos para o futuro.