Governo Trump acusa Brasil de falhar no combate ao PCC e CV

O governo de Donald Trump afirmou que o Brasil não tem adotado medidas suficientes para enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. A crítica consta em um documento anual enviado pela Casa Branca ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (15).

Segundo o texto, as duas organizações criminosas teriam transformado o Brasil em um ponto estratégico para o fluxo internacional de cocaína. O governo americano classificou os grupos como uma ameaça crescente à segurança internacional e cobrou do governo brasileiro medidas consideradas mais firmes contra as facções.

Apesar da crítica, o Brasil não foi incluído na lista dos países apontados pelos Estados Unidos como grandes produtores ou importantes rotas de trânsito de drogas. O país também não aparece entre os quatro governos que Washington avaliou como insuficientes no cumprimento de compromissos internacionais de combate ao narcotráfico.

A manifestação representa uma mudança em relação ao documento divulgado em 2025, quando o Brasil não havia sido citado nominalmente pela Casa Branca.

A nova posição ocorre após o governo Trump aumentar a pressão sobre PCC e Comando Vermelho. Em maio deste ano, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou as duas facções como “Terroristas Globais Especialmente Designados”, medida que foi publicada oficialmente em junho.

Na avaliação apresentada por Washington, os grupos brasileiros passaram a representar uma preocupação que ultrapassa as fronteiras do país. O governo americano defendeu que o Brasil adote ações urgentes para impedir o fortalecimento e a expansão das organizações criminosas.

O documento também trouxe mudanças na avaliação dos Estados Unidos sobre outros países latino-americanos, incluindo a Venezuela, que deixou de integrar a relação de governos considerados insuficientes no combate às drogas.

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