Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, entra com pedido de recuperação judicial

O Grupo Toky, responsável pelas marcas Tok&Stok, Mobly e Guldi, entrou com pedido de recuperação judicial nesta terça-feira (12), em meio ao agravamento da crise financeira e operacional da companhia. O processo foi protocolado na Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, sob segredo de justiça.

Em comunicado à CVM, a empresa afirmou que o alto endividamento continua crescendo, apesar das tentativas de renegociação com credores. Segundo o grupo, a medida busca preservar as operações, garantir liquidez e permitir uma reestruturação organizada das dívidas.

A crise também já vinha sendo percebida pelos consumidores, com aumento das reclamações envolvendo atrasos nas entregas, dificuldades para reembolso e falhas no atendimento.

Na Bolsa de Valores, as ações do grupo despencaram mais de 40% nesta terça-feira, chegando a R$ 0,17 por papel. Em determinado momento, os ativos entraram em leilão devido à forte volatilidade. No acumulado do ano, a queda já chega a 79%.

O CEO do grupo, Victor Noda, afirmou que a empresa enfrentava problemas de integração desde a proposta de compra da Tok&Stok pela Mobly, feita em 2024, em uma tentativa de reorganizar os negócios.

Fundada em 1978, a Tok&Stok se tornou referência no setor de móveis e decoração voltados às classes A e B. Já a Mobly ganhou força no comércio eletrônico, mas passou a enfrentar dificuldades após a desaceleração das vendas online no pós-pandemia.

Atualmente, o Grupo Toky possui cerca de 1.800 funcionários, 65 lojas e faturamento líquido estimado em R$ 1,5 bilhão.

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