O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o cargo na próxima sexta-feira (20), quando está prevista a publicação oficial de sua exoneração. A saída marca o início de sua trajetória rumo à disputa pelo governo do estado de São Paulo nas eleições de 2026.
A decisão deve ser anunciada publicamente ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um evento no estado. A participação conjunta dos dois deve simbolizar o apoio direto do Palácio do Planalto à candidatura do petista. Após deixar o ministério, Haddad pretende fazer uma pausa de aproximadamente dez dias antes de intensificar sua agenda política e eleitoral.
Inicialmente, o ministro demonstrava resistência em disputar o cargo, afirmando que preferia contribuir com a construção do programa de governo para as eleições de 2026. No entanto, após conversas com Lula, acabou convencido a entrar na disputa, considerada uma das mais importantes e desafiadoras do cenário político nacional.
Caso confirme a candidatura, Haddad deve enfrentar o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que buscará a reeleição e apresenta índices favoráveis de popularidade. De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, se a eleição fosse realizada hoje, Tarcísio teria 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad apareceria com 31%.
A saída do ministro também provoca mudanças na equipe econômica do governo federal. A tendência é que o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, assuma interinamente o comando da pasta, garantindo a continuidade das políticas econômicas em andamento.
Além da disputa eleitoral, a decisão de Haddad também impacta o cenário político nacional, ao reposicionar uma das principais lideranças do governo em uma eleição estratégica. A expectativa é de que a campanha em São Paulo tenha forte influência no cenário político do país nos próximos anos.