Haddad diz que próxima reforma é a dos encargos da folha de pagamentos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (27) que é preciso fazer uma reforma dos encargos patronais das folhas de pagamento. Em entrevista ao Flow News, ele disse que esse tema deverá ser discutido, mas que isso só vai acontecer após as eleições.

O ministro afirmou que há estudos sobre o tema na própria Fazenda, mas que ele não conversou a respeito disso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A reforma dos encargos sobre a folha, que são encargos sobre o trabalho, deve ser a próxima. Ela vai implicar resolver outro problema, a pejotização, que está em um ritmo que faz com que a Previdência comece a se tornar insustentável”, disse.

Além dos salários, empregadores também incorrem em despesas como a contribuição patronal …
[14:16, 28/02/2026] Valdir: O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo pretende discutir, após as eleições, uma reforma dos encargos patronais sobre a folha de pagamento. Em entrevista ao Flow News, ele disse que há estudos em andamento na Fazenda, mas que ainda não tratou do tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Haddad, a mudança é necessária para enfrentar a “pejotização”, que estaria pressionando a sustentabilidade da Previdência.

Ele também comentou o recuo parcial no aumento das tarifas de importação anunciado em janeiro, quando o governo elevou em até 20% as alíquotas de mais de 1.200 produtos. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) voltou atrás em 15 itens eletrônicos, como smartphones, e 105 bens de capital. Haddad justificou o aumento alegando que produtos importados tiveram quedas de preços superiores à variação do câmbio e que fabricantes afetados por barreiras em outros países passaram a vender mais ao Brasil. Ele também mencionou a “taxa das blusinhas”, rebateu o apelido “Taxadd” e disse que governadores elevaram o ICMS sobre compras online.

Sobre os Correios, afirmou que a crise foi agravada por fraudes de sites chineses que enviavam mercadorias como “presentes” para pagar menos imposto, modalidade exclusiva da estatal.

Questionado sobre possível candidatura ao governo de São Paulo, Haddad disse que ainda não discutiu o tema com Lula e que anunciará uma decisão quando houver definição.

Ao comentar o caso do Banco Master, relatou conversa entre Lula e o ministro Dias Toffoli sobre “reescrever a biografia fazendo o certo”. Haddad disse que já conhecia problemas do banco antes da liquidação pelo Banco Central, mas não podia se manifestar. Também afirmou que o Judiciário precisa se “sanear” e declarou que é possível distinguir quem tem tendência à corrupção, usando a expressão “quem é ‘do job’”.

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email