Imposto de Renda 2026 ainda não terá isenção para quem ganha até R$ 5.000

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5.000 por mês não terá impacto na declaração de 2026. Embora a medida tenha sido aprovada em 2025, ela passou a valer somente em 1º de janeiro de 2026. Assim, os efeitos práticos aparecerão apenas na declaração a ser entregue em 2027, que terá como base os rendimentos recebidos em 2026.

A declaração feita em 2026 considera o ano-base de 2025, período em que a nova regra ainda não estava em vigor. Por isso, as normas de tributação permanecem as mesmas utilizadas no ano passado. Ainda assim, desde janeiro de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5.000 já contam com isenção do imposto na fonte. Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá um desconto menor no tributo, aplicado de forma gradual.

Especialistas explicam que a mudança não altera a tabela progressiva tradicional do Imposto de Renda, que mantém as alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. O que a nova lei criou foi um redutor aplicado sobre o valor do imposto calculado. Para rendas de até R$ 5.000, esse redutor pode chegar a cerca de R$ 312,89 por mês.

Outra dúvida comum entre contribuintes é a diferença entre estar isento de pagar imposto e ser dispensado de entregar a declaração. Mesmo quem não paga IR pode ser obrigado a declarar caso se enquadre em outros critérios definidos anualmente pelo fisco, como possuir bens acima de determinado valor, receber rendimentos isentos elevados ou ter lucro na venda de bens.

A Receita Federal ainda divulgará as regras finais para a declaração de 2026. Enquanto isso, especialistas recomendam que os contribuintes já organizem documentos como informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, além de extratos bancários. Esses documentos devem ser guardados por pelo menos cinco anos após a entrega da declaração.

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