A meta de inflação brasileira deve ser descumprida novamente nesta quinta-feira (10/7), com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Será a primeira vez que haverá um estouro no novo regime, que utiliza o acumulado de 12 meses, chamado de meta contínua.
Caso o acumulado dos meses fique acima do fixado por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
A meta para a inflação é definida pelo Comitê Monetário Nacional (CMN) e em 2025 foi fixada em 3% com intervalo de 1,50 ponto para cima ou para baixo. Ou seja, se a inflação estiver entre 1,50% a 4,50%, a meta será considerada como cumprida.
A inflação é medida pelo IPCA e acumula alta de 5,32% nos últimos 12 meses até maio. De acordo com as projeções do mercado, o índice deve continuar acima do estabelecido nos próximos meses.
Durante audiência pública no Congresso Nacional na manhã de terça-feira (9/7), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que não está nos planos do BC rever as metas de inflação de 2025 e 2026.
Para ele, qualquer alteração acarretaria na descredibilização da moeda brasileira.
“Falar em mudar a meta é mostrar que o país está confortável com uma moeda que perde mais valor ano a ano. Ninguém vai segurar um ativo que desvaloriza. E não há nada mais danoso para a sociedade do que destruir a moeda”, disse.