Inverno reúne fatores que pioram rinite, asma e outros problemas respiratórios

Com a chegada do inverno, aumentam os casos de rinite, sinusite, asma e outras doenças respiratórias. Apesar da crença popular, o frio, por si só, não é o responsável pelo agravamento desses problemas. Segundo especialistas, a combinação de tempo seco, ambientes fechados, pouca ventilação e maior circulação de vírus respiratórios cria o cenário ideal para o aparecimento ou piora dos sintomas.

Durante os dias frios, as pessoas permanecem mais tempo em locais fechados, aumentando a exposição a alérgenos como ácaros, poeira, mofo e pelos de animais, além de roupas de frio guardadas por longos períodos. A baixa umidade do ar também resseca a mucosa nasal, reduzindo sua capacidade de filtrar partículas e tornando o organismo mais sensível a fumaça, perfumes e poluentes.

Os sintomas da rinite alérgica incluem espirros frequentes, coceira no nariz, olhos e garganta, coriza transparente e nariz entupido. Já gripes e resfriados são infecções causadas por vírus e costumam apresentar dor de garganta, febre, dores no corpo e mal-estar, principalmente no caso da gripe.

Especialistas alertam que a rinite alérgica não deve ser subestimada. A doença afeta entre 10% e 40% da população mundial, compromete a qualidade do sono, o rendimento escolar e profissional e pode estar associada ao desenvolvimento de asma.

Entre as principais medidas de prevenção está a lavagem nasal com soro fisiológico, que ajuda a eliminar secreções, alérgenos e microrganismos, além de manter a mucosa hidratada. Também é recomendado manter os ambientes ventilados, lavar roupas de cama semanalmente com água quente, reduzir objetos que acumulam poeira, como tapetes e cortinas, limpar a casa com pano úmido e combater focos de mofo.

Quem já possui rinite ou asma deve seguir corretamente o tratamento indicado pelo médico durante todo o ano, manter boa hidratação e evitar a automedicação. A vacinação contra a gripe também é considerada uma importante forma de proteção.

É fundamental procurar atendimento médico quando os sintomas persistirem por mais de dez dias, forem muito intensos ou afetarem o sono e a qualidade de vida. Casos de falta de ar, chiado no peito, dificuldade para respirar ou falar, lábios arroxeados, inchaço no rosto, lábios, língua ou garganta, febre alta persistente acompanhada de dor intensa na face ou alterações na visão exigem atendimento de emergência imediato.

 
 
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