Um balanço de autoridades ucranianas encaminhado ao governo brasileiro aponta que ao menos 22 brasileiros morreram desde o início da guerra no país, em 2022. Além das mortes, há registro de 44 brasileiros desaparecidos em meio ao conflito com a Rússia.
No último domingo, mais um brasileiro morreu durante um ataque. O paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário nas forças armadas da Ucrânia, teria sido atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk, a mais de 500 quilômetros de Kiev. A informação foi repassada por colegas de combate à família da vítima.
Desde o início da invasão russa, brasileiros que aspiram à carreira militar se voluntariaram para integrar o conflito, vendo na guerra uma oportunidade de adquirir experiência em campo.
Estudo divulgado em 27 de janeiro pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos, estima que a guerra já tenha provocado cerca de 1,2 milhão de mortos, feridos ou desaparecidos nas forças russas. Desse total, aproximadamente 325 mil seriam mortes desde fevereiro de 2022, quando começou a invasão em larga escala. O levantamento afirma que a Rússia paga “um preço extraordinário por ganhos mínimos” e aponta declínio do país como grande potência.
O governo russo contesta os dados e afirma que o relatório não é confiável. Já o serviço russo da BBC e o portal Mediazona identificaram, com base em registros públicos, mais de 163 mil soldados russos mortos, ressaltando que o número real pode ser maior.
No lado ucraniano, o CSIS estima entre 500 mil e 600 mil baixas, incluindo mortos, feridos e desaparecidos, sendo entre 100 mil e 140 mil mortes até dezembro de 2025. Segundo o estudo, o total de baixas dos dois países pode chegar a 2 milhões até junho deste ano.