Um estudante, Diogo Marques, passou por um episódio grave depois de consumir gin adulterado com metanol em São Paulo. Segundo ele, algumas horas após a ingestão, acordou e percebeu que não enxergava nada — os olhos permaneceram “escuros” por um bom tempo. O relato vem em meio a uma investigação sobre casos de intoxicação por bebida alcoólica adulterada com metanol.
Enquanto Diogo sofreu uma cegueira temporária, seu amigo que estava com ele na ocasião evoluiu para um estado mais crítico: permanece em coma. A polícia e os órgãos de saúde de São Paulo investigam a procedência da bebida e tentam identificar quantas pessoas foram afetadas, bem como os responsáveis pela adulteração.
Segundo informações divulgadas, ao menos 16 pessoas foram internadas com suspeita de intoxicação por metanol, e houve registro de óbitos em decorrência desse tipo de caso. As autoridades de saúde alertam que o metanol é altamente tóxico, não tendo efeitos apenas imediatos, mas podendo causar lesões permanentes, como cegueira, além de danos renais e risco de morte, especialmente quando há atraso no tratamento.
Os sintomas da intoxicação variam: náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, dificuldade respiratória e alterações visuais são comuns. A perda da visão pode surgir em até doze horas após a ingestão do metalóide. O tratamento requer intervenção médica urgente, frequentemente com antídotos (como fomepizol ou, em alguns casos, etanol) e, em casos graves, hemodiálise.
Até o momento, investigações prosseguem para confirmar a origem do gin contaminado, identificar os responsáveis pela adulteração e averiguar o quão disseminado está esse problema. O caso serve como alerta para os perigos de consumir bebidas alcoólicas de procedência duvidosa.