A população feminina de Jundiaí espera a ampliação do horário de funcionamento da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para 24 horas, mas essa medida depende da contratação de mais policiais civis na região. O prefeito Gustavo Martinelli defende a iniciativa e tem cobrado as autoridades estaduais para viabilizar a mudança, especialmente diante do aumento de feminicídios, estupros e agressões contra mulheres na cidade e região.
O primeiro passo será a transferência de um prédio na Rua do Retiro, pertencente à Secretaria da Agricultura, para a Secretaria de Segurança Pública. O local será reformado para sediar a nova DDM e o 7º Distrito Policial. A Prefeitura de Jundiaí já se comprometeu a apoiar a reforma para agilizar a implementação.
Segundo Fernando Bardi, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter 2), a mudança vem sendo discutida desde o ano passado, pois o atual prédio da DDM é alugado, com custo mensal de R$ 47 mil. “Selecionamos esse local e conseguimos uma emenda parlamentar para as obras. Porém, o governo estadual tem priorizado DDMs 24h apenas em áreas administrativas. Para ampliar o serviço, precisamos de mais policiais”, explicou.
A Polícia Civil enfrenta um déficit de 3,5 mil profissionais, mesmo após a contratação de 4.017 novos agentes nos últimos tempos. O Estado de São Paulo conta com 141 Delegacias da Mulher, sendo 18 com funcionamento 24h. Também estão previstas 162 Salas DDM para reforçar plantões policiais, incluindo 10 novas unidades no interior.
A Prefeitura de Jundiaí reafirmou o compromisso de colaborar com a Polícia Civil, oferecendo suporte na elaboração do projeto e nas reformas. Atualmente, mantém convênio com o governo estadual para cessão de servidores, contando com dois Guardas Municipais na DDM.
O governo estadual reforça que está ampliando a rede de acolhimento e segurança, priorizando a abertura de novas unidades e a estruturação de atendimento especializado à mulher.