Jundiaí reafirma compromisso com a Reforma Psiquiátrica durante Fórum da Luta Antimanicomial

“Desde que eu vim para Jundiaí, a equipe me acolheu e me deu liberdade para ir e vir. Obrigado a todos os cuidadores pela confiança.” O depoimento é de Paulo Rogério Félix, 54 anos, residente do Serviço Residencial Terapêutico (SRT) do bairro Pacaembu, e foi um dos discursos de abertura da décima primeira edição do Fórum Municipal da Luta Antimanicomial, na última quarta-feira (13), no auditório do Sesc. Sua história é o retrato da Reforma Psiquiátrica no Brasil e em Jundiaí: o direito ao cuidado em liberdade, com autonomia, dignidade e pertencimento social.

O evento, realizado pela Secretaria de Promoção da Saúde, por meio da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, foi marcado pela emoção da população, dos usuários e trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Jundiaí, sob o tema “Preconceito e exclusão, identidade e pertencimento: dimensões do estigma em saúde mental”.

O secretário municipal de Promoção da Saúde, o cirurgião vascular Flávio Amorim, subiu ao palco e destacou a importância do evento. “A saúde mental me chama muita atenção porque o ser humano não pode ser reduzido a um diagnóstico, e sim ser visto em sua integralidade, de forma global e a partir de construções coletivas da sociedade. Como secretário, ouvi ótimas referências da RAPS e gostaria de construir isso junto com vocês, minhas portas estão abertas”, afirmou.

“O Fórum nos convoca a pensar a Reforma Psiquiátrica como resistência e memória. Em Jundiaí, o tema é visto como tem que ser: como política de Estado, que sustenta nossas práticas com ética e continuidade das ações, sempre sob os princípios da Política Nacional de Saúde Mental”, afirmou o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Alexandre Sandri.

 
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