Jundiaí sedia encontro da Rede Brasileira Cidade das Crianças e debate o futuro das cidades a partir da infância

Entre olhares curiosos, conversas sinceras e sonhos compartilhados, neste domingo (17) teve início o Encontro da Rede Brasileira Cidade das Crianças e o Fórum Internacional das Infâncias, reunindo crianças de diferentes cidades para falar sobre aquilo que mais entendem: a cidade onde vivem e a cidade que desejam construir.

Na Casa Catavento, no Mundo das Crianças, o Encontro dos Comitês das Crianças abriu a programação com uma atividade de escuta ativa por meio da exposição “A Cidade que Vivemos, a Cidade que Queremos”, com a participação da coordenadora internacional da Rede, Lorena Morachimo. A iniciativa colocou as crianças no centro das decisões e reforçou que pensar o futuro também é aprender a ouvir quem vai vivê-lo.

Ao lado das crianças, o prefeito destacou o significado de sediar um encontro que propõe um novo olhar sobre o planejamento urbano e as políticas públicas. “Jundiaí tem a alegria e a honra de sediar o encontro da Rede Brasileira Cidade das Crianças. Como prefeito, tenho uma missão muito clara: entregar uma cidade melhor do que a que encontramos. E quando falamos em futuro, estamos falando diretamente das crianças”, afirmou Gustavo Martinelli.

O chefe do Executivo também destacou iniciativas desenvolvidas no município voltadas às infâncias, como a Escola da Gente, a Câmara Temática Girassol, a COPinha Japy e o futuro Espaço Girassóis, que será o maior ambiente sensorial da América Latina no Mundo das Crianças. “Pensar a infância é pensar na cidade onde essas crianças vão crescer, estudar, brincar, construir suas famílias, trabalhar e envelhecer. É pensar na cidade que elas vão ajudar a transformar nas próximas décadas. Por isso, cada investimento que fazemos em mobilidade, saúde, educação, segurança, saneamento básico, esporte, meio ambiente e espaços públicos também é um investimento na infância”, completou Martinelli.

Durante uma dinâmica de fotografia, a pequena Manuela se encantou ao registrar a bandeira de Jundiaí. Para ela, aquela imagem representava a cidade que espera encontrar no futuro: uma cidade onde todas as crianças estejam na escola, tenham uma casa para morar e sejam respeitadas. Em poucas palavras, resumiu um desejo coletivo que atravessou toda a manhã.

“Eu acho importante quando os adultos escutam a gente, porque nós também sabemos o que pode melhorar na cidade. Quando as crianças podem participar, a cidade fica mais divertida, mais segura e melhor para todo mundo”, disse Benício

Já Maria Clara aproveitou a oportunidade para conversar diretamente com o prefeito Gustavo Martinelli. Entre sugestões e pedidos de melhorias para a escola onde estuda, mostrou entusiasmo ao participar das decisões da cidade. “Eu gosto de ajudar a tornar Jundiaí uma cidade cada vez melhor para as crianças”, comentou.

Pensar a cidade com planejamento, inclusão e participação infantil é justamente a proposta do encontro realizado entre os dias 17 e 19 de maio. Inspirado nos princípios do pedagogo italiano Francesco Tonucci, referência mundial no conceito de Cidade das Crianças, o evento debate temas como o direito ao brincar, a escuta das crianças e a construção de cidades mais humanas e acolhedoras.

Na abertura, também estiveram presentes o diretor-presidente da DAE Jundiaí, Daniel Bocalão, a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciane Mosca e a secretária de Educação, Priscila Costa.

Programação continua

Ao longo da programação, Jundiaí também apresenta experiências desenvolvidas no município, como o Comitê das Crianças, a Fábrica das Infâncias Japy e o Centro Internacional de Estudos, Memórias e Pesquisas da Infância (CIEMPI), iniciativas que fortalecem a participação infantil e ajudam a transformar o olhar sobre a cidade.

Nesta segunda-feira (18), os participantes conhecem de perto algumas dessas experiências em visitas à Fábrica das Infâncias Japy, às EMEBs Judith de Almeida Curado Arruda e Dina Rosete Zandona Cunninghan, além do CIEMPI, em uma programação voltada às vivências territoriais, educação, brincar e inclusão. O encontro mostrou, logo na abertura, que as crianças não querem apenas ser ouvidas. Elas querem participar, opinar e ajudar a desenhar a cidade onde irão crescer.

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