Justiça dos EUA propõe julgamento de Nicolás Maduro para junho de 2027

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou à Justiça norte-americana a proposta para que o julgamento criminal de Nicolás Maduro seja iniciado em junho de 2027. O ex-ditador venezuelano responde a acusações relacionadas ao envio de cocaína para os Estados Unidos por meio de supostas alianças com guerrilhas e organizações criminosas.

Maduro foi capturado por militares norte-americanos em Caracas, durante uma operação realizada em 3 de janeiro deste ano, e levado para Nova York, onde permanece preso. Sua esposa, Cilia Flores, também foi detida e responde às mesmas investigações em território americano.

Os dois participaram de uma primeira audiência poucos dias após a prisão e voltarão a comparecer à Justiça nesta quarta-feira (22), em um tribunal de Nova York, para uma nova etapa do processo.

Desde a captura, Maduro está detido no Metropolitan Detention Center, presídio federal conhecido por receber presos de grande repercussão. Segundo informações divulgadas anteriormente, ele permanece em uma cela individual, sem acesso à internet ou jornais, mas pode realizar ligações monitoradas para familiares e advogados, com duração máxima de 15 minutos.

Em março, uma fonte ligada ao governo venezuelano afirmou à agência AFP que o ex-ditador tem dedicado parte do tempo à leitura da Bíblia e ainda é chamado de “presidente” por alguns detentos e funcionários da unidade.

A defesa de Maduro é conduzida pelo advogado Barry Pollack, conhecido por representar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O defensor solicitou o arquivamento da ação, alegando que o governo dos Estados Unidos teria interferido no pagamento de seus honorários, o que, segundo ele, comprometeria os direitos constitucionais do ex-líder venezuelano.

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