Kassio assumirá presidência do TSE para comandar eleições de 2026; veja histórico da corte

O ministro Kassio Nunes Marques assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, sucedendo Cármen Lúcia. A escolha segue o sistema de rodízio entre ministros do Supremo Tribunal Federal, e terá André Mendonça como vice-presidente.

Nos últimos dez anos, o TSE passou por gestões com diferentes prioridades, desde reformas administrativas até o combate à desinformação eleitoral e regulamentação das redes sociais.

Entre 2016 e 2018, Gilmar Mendes ampliou a fiscalização das contas eleitorais com parcerias entre órgãos como Polícia Federal, Coaf e Receita Federal, aumentando a transparência no monitoramento de campanhas e partidos.

Em 2018, Luiz Fux teve uma curta passagem pela presidência, marcada pela defesa de uma aplicação mais rígida da Lei da Ficha Limpa. No mesmo ano, Rosa Weber assumiu o comando do tribunal e implantou resoluções permanentes para as eleições, além de fortalecer políticas de incentivo à participação feminina na política.

De 2020 a 2022, Luís Roberto Barroso liderou o TSE durante a pandemia e em meio a ataques ao sistema eletrônico de votação. Sua gestão ficou marcada por campanhas de comunicação para reforçar a confiança nas urnas e acordos com plataformas digitais para enfrentar desinformação.

Edson Fachin conduziu debates para modernização das normas eleitorais, incluindo regras para propaganda na internet e responsabilização por fake news durante campanhas.

Entre 2022 e 2024, Alexandre de Moraes adotou postura mais rígida no combate à desinformação e determinou ações contra possíveis interferências no processo eleitoral durante o segundo turno das eleições de 2022.

Na gestão encerrada agora, Cármen Lúcia priorizou a regulamentação do uso de inteligência artificial nas eleições municipais e buscou reduzir o protagonismo político do tribunal, defendendo uma atuação mais técnica e institucional da Justiça Eleitoral.

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