Líder de Cuba confirma negociações com os Estados Unidos para encerrar bloqueio petroleiro ao país

O presidente de Miguel Díaz-Canel afirmou em um pronunciamento na TV que o governo cubano iniciou conversas com os Estados Unidos para tentar encontrar uma solução para o bloqueio energético e econômico imposto por Donald Trump.

Cuba enfrenta uma grave crise, com escassez de combustível há cerca de três meses. O bloqueio ao petróleo — agravado após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro — interrompeu o fornecimento que sustentava grande parte da economia cubana. Além disso, países como o México também pararam de enviar petróleo devido à pressão dos EUA.

Sem combustível suficiente, o país sofre apagões que podem durar até 20 horas, afetando hospitais, transportes e serviços básicos. Hotéis fecharam, voos foram cancelados e até padarias passaram a usar lenha ou carvão para continuar funcionando. A crise também ameaça o turismo, uma das principais fontes de renda da ilha.

Díaz-Canel afirmou que Cuba tenta resistir com uso racional dos recursos e aumento da produção interna de petróleo e gás, além de investir em energia solar. Mesmo criticando o bloqueio, o governo disse estar disposto a continuar negociando para verificar se há vontade de ambos os lados para um acordo.

Como gesto de boa vontade nas negociações, Cuba anunciou a libertação antecipada de 51 prisioneiros, com mediação do Vaticano.

Resumo geral: Cuba vive uma forte crise energética e econômica causada principalmente pela falta de petróleo após sanções e pressões dos EUA. O governo cubano iniciou negociações com Washington para tentar aliviar o bloqueio enquanto enfrenta apagões, escassez e dificuldades nos serviços básicos.

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