Lula confirma Boulos ministro da Secretaria-Geral da Presidência mirando reanimar base social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (20) o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em substituição a Márcio Macêdo. A pasta é responsável pela interlocução com movimentos sociais e tem sede no Palácio do Planalto.

A saída de Macêdo, que vinha sendo criticado por sua atuação, foi comunicada na sexta-feira (17). Ele deve se dedicar à campanha para deputado federal por Sergipe e deve assumir outro cargo no governo. A decisão faz parte da estratégia de Lula para fortalecer a base de esquerda e reanimar movimentos sociais, mirando as eleições de 2026.

Militante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e figura central nas mobilizações da esquerda, Boulos é visto como um dos principais nomes da nova geração política aliada ao presidente. Sua nomeação simboliza uma tentativa de Lula de consolidar apoio no campo progressista, em meio ao risco de parte do centrão migrar para a oposição nas próximas eleições.

Deputado mais votado por São Paulo em 2022, Boulos disputou duas vezes a Prefeitura de São Paulo — em 2020 e 2024 — mas foi derrotado. Na Câmara, liderou a bancada do PSOL e manteve relação próxima com o presidente, que o apoiou nas duas campanhas. Agora, ele se torna o segundo ministro do PSOL, ao lado de Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

Para Boulos, o cargo representa uma chance de recompor seu capital político após a derrota municipal e de se projetar novamente no cenário nacional. A nomeação deve ser publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21).

Com a substituição de Macêdo, Lula chega a 13 mudanças ministeriais desde o início do terceiro mandato. As alterações refletem tanto ajustes políticos quanto respostas a crises, como denúncias e baixa performance de alguns titulares. Entre os ministros que deixaram o governo estão Flávio Dino (Justiça), Nísia Trindade (Saúde), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Carlos Lupi (Previdência) e Cida Gonçalves (Mulheres).

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