Durante seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil continuará pesquisando novas reservas de petróleo, incluindo o potencial da margem equatorial. A declaração ocorreu enquanto o presidente destacava ações brasileiras de preservação ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa.
“Conquistamos nossa autossuficiência em petróleo e seguiremos pesquisando o potencial de novas reservas, como a da margem equatorial. Não renunciaremos à agenda ambiental”, afirmou Lula.
A exploração de petróleo na região, que inclui a bacia da Foz do Amazonas, é alvo de debates ambientais. Pesquisadores e organizações ambientais apontam riscos relacionados a possíveis vazamentos e seus impactos sobre os ecossistemas da costa norte brasileira. A Petrobras busca autorização para realizar atividades exploratórias na área.
Lula também destacou a redução do desmatamento na Amazônia durante seu governo e citou o Fundo Floresta Tropical para Sempre (TFFF). Segundo o presidente, a taxa de desmatamento caiu pela metade e atingiu o menor nível em 11 anos.
Outro ponto mencionado foi o chamado “mapa do caminho” para a transição energética e a redução da dependência mundial de combustíveis fósseis. O plano, previsto para novembro, foi anunciado durante a COP30, realizada em Belém.
O presidente também defendeu que a exploração de minerais críticos e terras raras seja acompanhada de geração de valor, transferência de tecnologia e fortalecimento de setores estratégicos no Brasil.
Para Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, o país ganhou relevância internacional na agenda ambiental. Segundo ele, o desafio é transformar os avanços obtidos em uma política ambiental de longo prazo.