Lula diz que teve 'a melhor conversa' com Zelenski e que voltará a buscar paz na Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (18) que teve a melhor conversa já realizada com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, durante a cúpula do G7, na França. Segundo Lula, pela primeira vez percebeu uma disposição clara do líder ucraniano para buscar um cessar-fogo sem impor condições prévias, o que pode abrir caminho para negociações de paz mais amplas.

Durante entrevista após o encontro, Lula destacou que Zelenski demonstrou interesse em interromper os combates para que as partes possam discutir uma solução definitiva para o conflito. Para o presidente brasileiro, essa postura representa um avanço importante diante da guerra, que já se prolonga há mais de quatro anos.

A reunião marcou o reencontro dos dois líderes após um período de desgaste diplomático. As relações entre Brasil e Ucrânia enfrentaram momentos de tensão desde 2023, especialmente após declarações de Lula sobre o conflito serem interpretadas por Kiev como favoráveis à Rússia. O cenário se agravou em maio de 2025, quando o presidente brasileiro participou das celebrações do Dia da Vitória em Moscou, gesto que gerou críticas do governo ucraniano.

Lula também afirmou perceber um cansaço generalizado em relação à guerra, tanto entre os apoiadores da Ucrânia quanto entre os aliados da Rússia. Segundo ele, há uma crescente pressão internacional para que o conflito chegue ao fim.

O presidente defendeu ainda que a responsabilidade principal para encerrar a guerra está nas mãos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: Rússia, China, Estados Unidos, Reino Unido e França. De acordo com Lula, apenas essas potências têm capacidade efetiva para pressionar por uma solução negociada.

O brasileiro revelou ainda que pretende retomar conversas com os líderes desses países para incentivar novas iniciativas diplomáticas. Ao final do encontro com Zelenski, Lula afirmou estar mais otimista do que em ocasiões anteriores e disse acreditar que existe uma disposição maior dos principais líderes mundiais para encontrar uma saída pacífica para a guerra entre Rússia e Ucrânia.

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