Lula intervém para destravar palanques e evitar perda de votos em estados estratégicos

O presidente Lula (PT) tem atuado pessoalmente na articulação de palanques estaduais para fortalecer sua candidatura à reeleição, com foco nos maiores colégios eleitorais do país. A prioridade inicial está nas regiões Sudeste e Sul, sem descuidar do Nordeste, tradicional reduto petista.

Em São Paulo, Lula está convencido de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve disputar o governo estadual, apesar da resistência do próprio ministro. O presidente também avalia incentivar o vice Geraldo Alckmin a concorrer ao Senado e trabalha para formar uma chapa robusta, que pode incluir as ministras Simone Tebet e Marina Silva.

Minas Gerais é outro alvo estratégico. Lula tenta convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar o governo do estado, considerado decisivo para o resultado nacional. A articulação envolve lideranças do Congresso e a promessa de uma aliança forte.

No Rio de Janeiro, a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) está encaminhada, com a deputada Benedita da Silva como provável candidata ao Senado.

No Nordeste, Lula acompanha com preocupação a situação da Bahia e do Ceará, onde pesquisas indicam risco de derrota dos governadores petistas Jerônimo Rodrigues e Elmano de Freitas. Para evitar perdas, acionou os ministros Rui Costa e Camilo Santana para reforçar as campanhas locais. No Ceará, a principal ameaça é Ciro Gomes (PSDB). Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) aparece como adversário competitivo, embora a cúpula do PT defenda a reeleição de Jerônimo.

Por fim, Lula também pediu que a ministra Gleisi Hoffmann dispute o Senado pelo Paraná, ampliando o esforço de fortalecimento político nos estados.

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