Lula lança candidatura à reeleição, diz que não quer ser presidente do Bolsa Família e promete disputa por emendas parlamentares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou neste domingo (2), em convenção nacional do PT realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, sua candidatura à reeleição para as eleições de 2026. Em um discurso de mais de 40 minutos, o petista apresentou as principais diretrizes da campanha, defendeu a soberania nacional, destacou programas sociais, reforçou o combate à violência contra as mulheres e afirmou que pretende enfrentar o debate sobre o modelo de distribuição das emendas parlamentares.

Durante a fala, Lula declarou que pretende ir além das políticas de transferência de renda e afirmou que seu objetivo é ampliar o desenvolvimento econômico e social do país. “Não quero ser apenas o presidente do Bolsa Família”, disse. Em outro momento, afirmou que haverá disputa com o Congresso em relação ao papel das emendas parlamentares e à relação entre os Poderes.

O presidente também fez referência ao histórico eleitoral e comparou sua trajetória às participações de grandes jogadores em Copas do Mundo. Caso seja eleito, cumprirá o quarto mandato como presidente da República. Em tom descontraído, afirmou que, após encerrar a vida política, pretende aproveitar mais tempo ao lado da família.

A convenção reuniu lideranças nacionais do PT e partidos aliados. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a defesa da democracia, criticou ataques às urnas eletrônicas e voltou a condenar a tentativa de golpe investigada pela Justiça. Já o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a eleição representará uma escolha sobre o futuro do país e da democracia.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participou do evento e defendeu a continuidade do atual governo, ressaltando a experiência política de Lula diante dos desafios internos e internacionais.

A soberania nacional foi um dos temas centrais da convenção, especialmente diante das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O partido reforçou ainda o uso da bandeira brasileira como símbolo da campanha e promoveu apresentações voltadas à valorização das mulheres e ao combate à violência de gênero.

Lula também lembrou que a legislação eleitoral permite pedidos explícitos de voto apenas após o início oficial da campanha, em 16 de agosto. Segundo pesquisa Datafolha divulgada recentemente, o presidente aparece à frente nas intenções de voto tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, cenário que deve marcar a disputa eleitoral dos próximos meses.

 
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