A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a solicitar às Forças Armadas uma reavaliação imediata das vulnerabilidades do Brasil diante de possíveis ações militares externas. A operação foi determinada pelo presidente americano Donald Trump, que ordenou ataque a Caracas e a prisão de Maduro para julgamento em Nova York por supostos crimes ligados ao tráfico de drogas.
Em reunião no Palácio do Planalto, Lula ouviu dos comandantes militares que o país não dispõe de sistemas de defesa antiaérea capazes de dissuadir uma ofensiva de grande porte, especialmente de uma potência como os Estados Unidos. A análise reforçou a percepção de fragilidade na capacidade de reação brasileira em caso de ataque semelhante.
O cenário reacende preocupações já observadas no fim de 2023, quando Maduro ameaçou avançar sobre a região de Essequibo, na Guiana, levando o Brasil a mobilizar tropas e equipamentos na fronteira como forma de dissuasão. À época, a inteligência brasileira identificava risco de invasão por terra que poderia atravessar território nacional.
Diante do novo contexto, o Ministério da Defesa apresentou um plano de investimentos de R$ 800 bilhões ao longo de 15 anos, com previsão de R$ 53,3 bilhões anuais, valor significativamente superior ao orçamento atual da área. A proposta prevê reforço estrutural das capacidades militares e vinculação orçamentária.
Segundo integrantes do governo, Lula demonstrou preocupação com a operação em Caracas, embora não considere iminente um risco semelhante ao Brasil. O presidente passou a analisar o plano, enquanto mantém diálogo diplomático com Trump e prevê encontro na Casa Branca em março.