Lula sanciona lei que aumenta pena para roubo, furtos e fraudes cometidas no ambiente digital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo e fraudes, com foco especial nos delitos praticados no ambiente digital. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional após tramitação entre Câmara e Senado e publicada no Diário Oficial da União, passando a valer em todo o país.

Entre as principais mudanças, o furto simples teve sua pena ampliada, passando de 1 a 4 anos de prisão para 1 a 6 anos, podendo ser aumentada em até metade caso o crime ocorra durante o período noturno. Já o furto mediante fraude com uso de dispositivos eletrônicos, como golpes virtuais aplicados pela internet ou aplicativos, teve a pena elevada de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos de reclusão.

A legislação também endurece as punições para furtos considerados mais graves. Casos como o de veículos levados para outros estados ou até para o exterior, bem como o furto de animais de produção ou domésticos, passam a ter pena de 4 a 10 anos de prisão, além de multa. O furto de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos foi incluído como circunstância que pode aumentar a pena, permitindo acréscimo de um terço até a metade.

Outro ponto relevante é a criminalização mais severa do furto de fios, cabos e equipamentos utilizados em serviços essenciais, como energia elétrica, telefonia, internet e transporte ferroviário. Nesses casos, a pena prevista passa a ser de 2 a 8 anos de prisão.

No caso do crime de roubo, a pena base permanece de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa, mas será agravada quando envolver bens públicos. Situações mais graves, em que a subtração comprometa o funcionamento de órgãos públicos ou de serviços essenciais, passam a ter pena ainda maior, variando de 6 a 12 anos de prisão, também acompanhada de multa.

A nova lei tem como principal objetivo reforçar o combate aos crimes patrimoniais no Brasil, especialmente diante do crescimento de fraudes e golpes praticados com o uso de tecnologia. Além disso, busca proteger serviços essenciais e bens públicos, garantindo maior rigor na punição de condutas que afetam diretamente a sociedade e o funcionamento de infraestruturas importantes.

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email