A maioria dos pequenos negócios do varejo de vestuário, tecidos, calçados e acessórios no Estado de São Paulo fatura até R$ 10 mil por mês, segundo a pesquisa “Comércio varejista, desafios e oportunidades 2025”, do Sebrae-SP. Esse patamar de faturamento é registrado por 67% dos empreendimentos de pequeno porte do setor, que reúne atualmente 352,4 mil empresas e teve investimento médio inicial de R$ 12.365,56.
Do total de negócios, 48% faturam mensalmente até R$ 7 mil, sendo que 29% estão concentrados entre R$ 5.001 e R$ 7 mil. Na outra ponta, cerca de 17% apresentam faturamento superior a R$ 30 mil por mês. O tíquete médio das compras é de R$ 137,07, com variações regionais: R$ 150,03 na capital, R$ 135,88 na Região Metropolitana e R$ 129,73 no interior paulista.
A loja física de rua segue como principal modelo de operação, presente em 79% dos empreendimentos. A atuação exclusivamente online ocorre em 15% dos casos, enquanto 56% já adotam um modelo híbrido, combinando vendas físicas e digitais. As redes sociais têm papel estratégico: 29% utilizam Instagram, Facebook ou WhatsApp como principal canal de vendas, e 26% apontam o ponto físico próprio como principal espaço de comercialização. As plataformas digitais são prioritárias para 8% das empresas, com destaque para a Shopee, citada por 30%.
O marketing digital é apontado como o principal diferencial competitivo: 70% dos entrevistados afirmam que divulgar bem os produtos é fator decisivo de sucesso. Bom atendimento (62%) e qualidade dos produtos (59%) também aparecem como prioridades. Além disso, 63% definem o mix de vendas a partir de tendências observadas na internet.
O perfil dos empreendedores mostra que 50% tinham emprego com carteira assinada antes de abrir o negócio. Independência e autonomia (29%) e o desejo de transformar uma ideia ou paixão em realidade (23%) são as principais motivações. A pesquisa, realizada com 800 empreendedores entre junho de 2025, também revela atenção crescente à sustentabilidade: 46% utilizam ou pretendem usar embalagens ecológicas, e 86% conhecem ou aplicam conceitos de economia circular.