Maioria responsabiliza Lula e Bolsonaro por fraudes no INSS

A crise das fraudes nos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS atingiu em cheio a imagem do governo Lula, com reflexos negativos também sobre a gestão anterior de Jair Bolsonaro. Segundo pesquisa Datafolha, realizada nos dias 10 e 11 de junho com 2.004 eleitores, a maior parte da população acredita que ambos os governos têm responsabilidade no escândalo, embora a percepção negativa pese mais sobre a atual administração.

De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados atribuem “muita responsabilidade” ao governo Lula, enquanto 28% veem “um pouco de culpa”. Apenas 16% isentam o petista. Já Bolsonaro é visto como muito responsável por 41% dos brasileiros, e um pouco por 29%; 22% o isentam. As irregularidades começaram no governo Temer, foram facilitadas durante a gestão Bolsonaro e atingiram o ápice no governo atual, de acordo com a Polícia Federal e a CGU.

Mesmo entre os eleitores de Lula, 68% admitem algum nível de responsabilidade do presidente, embora a maioria (79%) culpe principalmente Bolsonaro. Do outro lado, entre os que votaram no ex-presidente, 61% reconhecem alguma responsabilidade da sua gestão, mas 88% consideram Lula mais culpado.

A crise prejudicou diretamente a aprovação de Lula, que segue com 40% de reprovação — o pior índice em seus três mandatos. As respostas do governo para conter o escândalo dividem opiniões: 38% consideram as medidas ruins ou péssimas, 26% acham boas ou ótimas e 31% avaliam como regulares. Entre os mais informados, a aprovação sobe para 33%; entre os menos informados, cai para 22%.

O governo federal prometeu ressarcir os aposentados e pensionistas, abriu prazo para contestações e acionou o STF para tentar flexibilizar regras fiscais a fim de permitir os pagamentos. As denúncias, no entanto, já chegaram a quase toda a população, especialmente entre os idosos.

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