Marçal aceita acordo do MP pelo episódio envolvendo laudo falso contra Boulos

O influenciador Pablo Marçal aceitou acordo proposto pelo Ministério Público Eleitoral para suspender uma ação penal relacionada às eleições municipais de 2024, quando, como candidato à Prefeitura de São Paulo, divulgou um laudo médico falso contra o então adversário Guilherme Boulos.

A suspensão foi homologada pela juíza Maria Elizabeth de Oliveira Bortoloto, da 386ª Zona Eleitoral de Barueri. Pelo acordo, Marçal deverá cumprir medidas por dois anos, como a proibição de frequentar bares, boates e casas de prostituição, além de não poder deixar o município sem autorização judicial. A partir de 13 de março, também terá de comparecer trimestralmente em juízo para informar e justificar suas atividades. Ele ainda deverá pagar, no mínimo, R$ 5 mil à entidade Comunidade Terapêutica Acolhedora Filhos da Luz.

Se cumprir todas as condições no prazo estabelecido, o processo será extinto. Em caso de descumprimento ou se houver novo processo por crime ou contravenção, o benefício poderá ser revogado e a ação retomará seu curso normal. A concordância com o acordo não implica reconhecimento de culpa.

O caso teve origem na divulgação, dois dias antes do primeiro turno, de um documento falso que atribuía a Boulos um surto psicótico após uso de drogas. A repercussão foi imediata e gerou acusações de tentativa de difamação. Antes deste acordo, Marçal já havia sido condenado a pagar R$ 100 mil de indenização a Boulos pelo episódio.

Outro investigado recusou o acordo e seguirá respondendo ao processo. Além disso, Marçal já está inelegível por oito anos, em decisão separada da Justiça Eleitoral que apontou abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024.

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