Michelle disputa com empresários registro da marca “Bolsonaro mito”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) está protagonizando uma estratégia intensa de registro de marcas junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Foram solicitados 89 pedidos, abrangendo desde cosméticos, calçados e acessórios até bebidas alcoólicas, tabaco (inclusive cigarros e vapes) e até armas de fogo e munições. Entre os nomes registrados estão “MB Vinhos”, “MB Cosméticos”, “MB Acessórios”, além de variações como “Michelle Bolsonaro”, “Jair Bolsonaro”, “Bolsonaro Mito” e “Bolsomito”.

A maioria das solicitações ocorreu entre abril e julho de 2023. Atualmente, 75 registros estão em análise enquanto 13 foram arquivados por falta de pagamento. A estratégia identificada por especialistas consiste em proteger o patrimônio nominal e impedir que terceiros usem os nomes associados ao clã Bolsonaro em diversas categorias.

Além disso, Michelle está envolvida em uma disputa direta no INPI com dois empresários pelo uso da marca “Bolsonaro Mito”, reivindicando exclusividade para itens que incluem vestuário, calçados, chapéus e produtos para fumantes. Ela acusa os concorrentes de agirem de má-fé, por não ter ligação com a família nem autorização para utilizar o nome.

O episódio revela uma estratégia de estabelecimento de domínio nominal em múltiplos segmentos, ainda que não haja produto comercializado sob essas marcas. Trata-se de uma prática comum entre personalidades públicas no Brasil, especialmente em contextos em que o nome familiar ou político tem valor simbólico e comercial elevado.

Em suma, Michelle Bolsonaro tem adotado uma postura proativa para registrar e bloquear o uso de seu nome e marcas associadas, mobilizando dezenas de pedidos no INPI e iniciando confrontos legais pela posse exclusiva de títulos como “Bolsonaro Mito”

 

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email