O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende a substituição do modelo atual de declaração do Imposto de Renda por um sistema automatizado, em que o contribuinte apenas valida informações já reunidas pela Receita Federal do Brasil.
A proposta, ainda em análise pelo governo, se baseia no avanço da digitalização de dados fiscais e financeiros, permitindo ao fisco acessar automaticamente rendimentos, despesas e movimentações. O objetivo é reduzir a burocracia, simplificar o processo e diminuir erros no preenchimento.
A mudança ampliaria o uso da declaração pré-preenchida, disponível para usuários com conta gov.br nível prata ou ouro. Nesse modelo, informações como rendimentos, bens, dívidas e deduções já aparecem automaticamente, cabendo ao contribuinte apenas conferir e corrigir eventuais divergências.
Os dados são enviados por fontes como empregadores, bancos, cartórios e prestadores de serviços. Segundo a Receita, 60,9% dos cerca de 6,7 milhões de contribuintes já utilizam esse formato, que reduz falhas e o risco de cair na malha fina.
Apesar do avanço, ainda não há prazo para a implementação total do sistema automático, já que casos mais complexos — como rendimentos no exterior — exigem acordos internacionais.
A Receita destaca, porém, que em situações mais simples o processo já está praticamente automatizado. Neste ano, cerca de 4 milhões de contribuintes não precisarão declarar e receberão restituição diretamente via Pix, em iniciativa apelidada de “cashback do Imposto de Renda”.