Moraes autoriza conselheiro de Trump a visitar Bolsonaro na Papudinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quarta-feira (11) a visita do conselheiro norte-americano Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na chamada Papudinha, unidade da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão também permite a presença de um intérprete durante o encontro.

O pedido foi apresentado na terça-feira (10) pela defesa de Bolsonaro, representada pelo advogado Paulo da Cunha Bueno. No requerimento, a equipe jurídica solicitou autorização excepcional para que a visita ocorra fora dos dias tradicionais de visitação da unidade. Pelas regras atuais, o ex-presidente pode receber visitantes apenas às quartas-feiras e aos sábados.

A defesa argumentou que a agenda de Beattie em Brasília é curta e pediu que o encontro seja realizado no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17, pela manhã ou início da tarde, mantendo todas as regras de segurança do local.

Beattie é conhecido por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao próprio Moraes. Em manifestações públicas, ele já acusou o ministro de ser o “principal arquiteto” de um sistema de censura e perseguição contra Bolsonaro. O conselheiro também mantém proximidade com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que recentemente agradeceu a Beattie após a aplicação de sanções da Lei Magnitsky contra Moraes.

Durante a passagem pelo Brasil, Beattie deve cumprir compromissos em São Paulo e Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. A agenda inclui encontros com lideranças políticas, entre elas o senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível pré-candidato à Presidência da República.

Além disso, o conselheiro pretende discutir decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito de investigações sobre fake news e milícias digitais conduzidas pelo STF. Também está prevista uma série de reuniões com integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que a partir de junho deverá ser presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, tendo como vice o ministro André Mendonça.

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