Moraes determina que PGR se manifeste sobre possibilidade de prisão domiciliar a Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a possibilidade de conceder prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi tomada após o envio de informações médicas do hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado com broncopneumonia decorrente de broncoaspiração, sem previsão de alta. Os dados incluem prontuário, exames e medicamentos em uso.

A defesa do ex-presidente alega agravamento no estado de saúde e afirma que a unidade prisional conhecida como Papudinha não oferece condições adequadas para preservar sua saúde e integridade física. O pedido de prisão domiciliar foi reapresentado como um fato novo, já que, em 2 de março, Moraes havia negado a solicitação.

Nos bastidores, a articulação pela domiciliar contou com apoio de aliados políticos, como Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, além de parlamentares e ministros do STF. Entre os argumentos, está o risco de que uma eventual morte de Bolsonaro pudesse gerar repercussão política negativa para o Supremo.

Segundo relatório da equipe médica que prestou atendimento inicial na unidade prisional, havia “risco de morte”, o que motivou a transferência ao hospital. Agora, antes de tomar uma decisão, Moraes aguarda o parecer do procurador-geral Paulo Gonet.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação do STF por liderar uma organização criminosa com objetivo de golpe de Estado.

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