Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alegar que o barulho do ar-condicionado da sala onde ele está preso compromete seu repouso e afeta sua saúde. A PF terá prazo de cinco dias para se manifestar.

Segundo os advogados, o ruído constante do equipamento caracteriza “perturbação à saúde e à integridade do preso”, criando um ambiente incompatível com o descanso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas. A defesa pediu que sejam adotadas medidas para reduzir o barulho, como a mudança de local do aparelho ou a instalação de isolamento acústico.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está detido desde novembro na Superintendência da PF em Brasília, após ter danificado a tornozeleira eletrônica e perdido o direito ao regime domiciliar. Ele ocupa uma sala no térreo, equipada com cama, banheiro privativo, mesa de trabalho, televisão, frigobar e ar-condicionado, espaço geralmente reservado a autoridades e figuras públicas.

O ex-presidente retornou à PF em 1º de janeiro, após passar oito dias internado para tratar uma hérnia na virilha e crises de soluço, condições associadas à facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Na mesma data, Moraes negou novo pedido de prisão domiciliar, afirmando que não houve agravamento do estado de saúde, mas melhora do quadro clínico após cirurgias eletivas, conforme laudos médicos apresentados pela própria defesa.

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