O senador Sergio Moro filiou-se ao PL nesta terça-feira (24) com o objetivo de disputar o Governo do Paraná. O ato contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República. A deputada Rosângela Moro, esposa de Moro, também deixou o União Brasil para se filiar ao PL, onde buscará a reeleição.
Durante o evento, Moro afirmou que pretende dar continuidade a políticas do atual governador Ratinho Jr., que desistiu de concorrer à Presidência para focar na sucessão estadual. Ele destacou a intenção de manter avanços e implementar mudanças para um governo mais eficiente no Paraná.
Flávio Bolsonaro elogiou Ratinho Jr., mas criticou sua pré-candidatura ao Planalto, afirmando que não via justificativa para a disputa. O senador também defendeu que um eventual apoio do governador à candidatura de Moro seria positivo, embora Ratinho deva apoiar nacionalmente o nome do PSD, possivelmente Ronaldo Caiado.
O evento teve críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro acusou o governo de proteger criminosos, enquanto ele e Flávio trocaram elogios, apesar de divergências passadas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No cenário eleitoral do Paraná, Flávio alertou que, apesar da liderança de Moro nas pesquisas, a disputa exige cautela. A composição política no estado inclui ainda nomes como Filipe Barros e Deltan Dallagnol na corrida ao Senado.
Os aliados também defenderam a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, que está internado com broncopneumonia. A decisão depende do ministro Alexandre de Moraes, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que pretende dar continuidade à política econômica iniciada por Paulo Guedes, com ajustes e modernizações, mas sem antecipar nomes para um eventual governo.