O Ministério Público de São Paulo denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, por suspeita de apropriação indébita. Segundo a investigação, o dirigente teria utilizado recursos do clube para pagar serviços de segurança pessoal.
De acordo com a denúncia, o Corinthians desembolsou R$ 721.194,66 para a empresa Bear Security. Os pagamentos começaram em julho de 2025, enquanto o contrato formal teria sido assinado somente em março de 2026.
O MP afirma que os serviços beneficiariam exclusivamente Stabile e, possivelmente, familiares do presidente. O órgão também aponta que o dirigente teria reconhecido, em entrevista, que o Corinthians arcava com os pagamentos e se referido ao serviço como “segurança VIP ao presidente”.
Outro ponto levantado pela Promotoria é a situação da empresa contratada. Segundo o MP, a Bear Security não possuía autorização da Polícia Federal para atuar como empresa de segurança privada. O órgão solicitou uma investigação da PF sobre o caso.
A Promotoria também questiona a justificativa apresentada pelo Corinthians para a contratação. O clube teria utilizado uma previsão do estatuto que trata de despesas obrigatórias, mas o MP entende que esse dispositivo não prevê benefícios patrimoniais ao presidente.
Além da denúncia criminal, o MP pediu o ressarcimento de R$ 721 mil ao Corinthians, corrigidos, e pelo menos R$ 540,9 mil por danos morais. Também foi solicitado o bloqueio de bens de Stabile e seu afastamento das atividades no clube, incluindo restrições de acesso, contato com dirigentes e testemunhas e representação institucional.
Defesa
Osmar Stabile nega irregularidades e afirma que a segurança foi contratada em razão do cargo que ocupa, e não para benefício pessoal. Segundo a defesa, ameaças relacionadas à sua atuação como presidente também atingiram sua família.
A defesa ainda afirma que a contratação de segurança para dirigentes já ocorreu em outras gestões do Corinthians e que o pedido de afastamento será contestado judicialmente.
Stabile permanece no exercício da presidência enquanto não houver decisão judicial sobre o afastamento.